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Quais as perspectivas para a nova economia do mercado imobiliário

Pedro Catini

Pedro Catini

O ano 2020 está marcado pela pandemia, que acelerou diversas mudanças de paradigmas no setor imobiliário, inclusive as perspectivas dos consumidores e seus comportamentos.
Fonte: Marketing e Publicidade do Imobiliário

No primeiro semestre deste ano, o mercado imobiliário resistiu bem à crise econômica gerada pela pandemia de covid-19, apresentando resultados sólidos e consolidando a recuperação da queda registrada nos últimos anos.

Alguns dos fatores são responsáveis por esses resultados: mínima histórica da Selic, fazendo com que as pessoas procurassem maneiras de diversificar e aumentar seus rendimentos; a procura por locais maiores, dado o período e tendência de home office; e a facilidade no crédito por parte dos bancos, principalmente da Caixa Econômica Federal.

Consumidores estão mais interessados em comprar do que alugar imóvel

Um levantamento feito pelo portal imobiliário Imovelweb identificou algumas mudanças recentes na prioridade de quem busca um novo lugar para morar. Em setembro do ano passado, a maioria das pessoas (47%) optava pelo aluguel, enquanto 53% preferiam a compra. Em setembro deste ano, o cenário mudou. Quem procura por um novo lar na cidade está muito mais interessado agora em comprar (63%) do que alugar (37%) um imóvel.

A alta nos preços de locação pode ter impactado na decisão. Isso porque o valor do aluguel residencial de contratos em andamento, com aniversário em outubro e correção pelo Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) — um dos mais usados para reajustes contratuais — poderá ser reajustado em 17,94%. Essa porcentagem é a soma dos últimos 12 meses, considerando a alta de 4,34% em setembro.

Fonte: SP Imóvel — Taxas de financiamentos imobiliários em 2020

Importância de saber onde e com quem comprar

As novas expectativas dos consumidores deixam claro que a localização dos imóveis continua sendo um dos atributos mais importantes na hora da compra. Em Santa Catarina, por exemplo, a região Norte do estado está ganhando cada vez mais visibilidade do mercado imobiliário por apresentar bons índices de crescimento demográfico e econômico. O município de Araquari, localizado a menos de 30 quilômetros de Joinville, é exemplo isso. A cidade ficou no topo da lista das que mais cresceram em 2019 em número de habitantes, com aumento de 3,9%, segundo a pesquisa de estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Além da localização, há outros fatores que podem contribuir para que a escolha de um imóvel seja um bom investimento ou não, como, por exemplo, o preço, as condições de pagamento e se o objetivo da compra se adapta bem às características do imóvel. Por isso, é fundamental consultar corretores de imóveis profissionais, que conheçam a região pretendida para a aquisição do imóvel e que serão capazes de assegurar que o processo de compra será realizado com segurança jurídica, garantindo assim que a escolha seja boa em curto, médio e longo prazo.

Estudo sobre busca de imóvel em tempos de covid-19

Pesquisa do Grupo ZAP sobre o mercado imobiliário e coronavírus revela comportamento do consumidor na busca pela compra de um imóvel.

Os dados do relatório “A influência do Coronavírus no mercado imobiliário brasileiro” ainda mostram que para 36% dos respondentes que declararam que vão adiar a compra do novo imóvel, o prazo pode se postergar de 7 meses a 1 ano e para 28% a transação pode ser adiada por mais de 1 ano.

O estudo também revela a expectativa dos consumidores sobre os preços, considerando os efeitos do COVID-19. Para ¼ dos consumidores, os preços de compra durante a pandemia devem permanecer os mesmos e 12% acreditam que o valor dos imóveis pode até mesmo aumentar nesse período. Contudo, para grande parte dos entrevistados, a expectativa é que os preços “diminuam um pouco” (42%) ou “diminuam muito” (22%).

Entre as medidas sugeridas para que imobiliárias e corretoras pudessem adotar neste período de pandemias estão: colocar o endereço completo do imóvel para que seja possível ver a vizinhança do imóvel online (63%), disponibilizar a opção de tour 360° do imóvel (39%), transmitir visitas em imóveis via ferramentas de vídeo, para que não precise sair de casa e ter contato físico com o corretor (48%), colocar mais opções de imóveis nos portais e sites imobiliários (28%) e disponibilizar fotos profissionais do imóvel (28%).

As mudanças no perfil do consumidor de imóveis em 2020

Segundo uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, o déficit habitacional brasileiro é de 5,8 milhões de famílias, o que representa um índice de 9,3% de famílias que não têm onde morar ou vivem em condições inadequadas.

E essa é uma das variáveis que torna o setor promissor e com grande potencial de crescimento, pois há espaço para lançamentos e novos empreendimentos. O acesso a esses imóveis se torna uma estratégia de produto que permite os diferentes consumidores terem condições de fazerem locação ou compra de imóveis.

Segundo pesquisas do Grupo Zap temos 62% dos consumidores nas classes D/E e temos 38 milhões de brasileiros com empregos informais. Dessa forma, existe no mercado barreiras e burocracias que precisam ser superadas para que essas pessoas sejam incluídas no mercado imobiliário.

Fonte: Pesquisa Grupo Zap

Outra característica interessante que as empresas do mercado imobiliário precisam acompanhar são o perfil de idade dos consumidores. Em dados do Grupo Zap mostram 38% do público são Geração Y (Millennials) e esses estão buscando em sua maioria possuem preferência em locação. No caso da Geração X (47% da amostra) a compra do imóvel tem se destacado ao longo da pandemia.

Aqui vale a reflexão que pirâmide etária no Brasil tende a aumentar o número de jovens e novos adultos. Segundo o IBGE em 2030 teremos 70% dos postos de trabalho sendo ocupados pela Geração Y.

Fonte: Pesquisa Grupo Zap

Mais sobre os Millennials no mercado imobiliário

A agência de transformação digital Today fez um levantamento sobre o comportamento da geração millennials no mercado imobiliário brasileiro, a partir de um compilado de dados de diversas pesquisas disponíveis no mercado para analisar suas preferências, peculiaridades e como o setor deve olhar para esse público.

“Nesse levantamento nosso objetivo é entender as mudanças que esse público está trazendo para o mercado e quais as transformações necessárias para atender suas expectativas, oferecendo experiências marcantes que eles valorizam muito,” explica Adilson Batista, fundador e diretor de estratégias da Today.

Segundo a Brasil América Economia, 76% das pessoas que compõem essa faixa etária e procuram imóveis para alugar ou comprar têm entre 25 e 34 anos. 51% desse público buscam informações pela internet, utilizando os sites de classificados de imóveis.

Esse grupo tem algumas características bem definidas como serem nativos digitais, valorizarem o tempo, serem cidadãos do mundo, procuram manter um consumo ético e sustentável, dão preferência ao aluguel, têm maior adaptabilidade a mudanças, entre outras.

Quando se analisa que tipo de imóvel, os millennials buscam geralmente apartamentos menores em áreas urbanas, próximos ao local de trabalho que ofereçam flexibilidade, pois não se prendem aos lugares por muito tempo. 41% dos millennials podem deixar o trabalho em que estão após dois anos, o que tende a levá-los a mudar também o local onde moram. Justamente, por isso, 80% preferem alugar ao invés de comprar um imóvel, de acordo com a Euromonitor.

No entanto, independente da situação econômica do País, sempre haverá demanda por imóveis, porque habitação é uma prioridade para as pessoas e o mercado imobiliário gira em torno das vendas e locações. Por isso, enquanto uma grande porcentagem questiona a posse de grandes investimentos, existe ainda uma parcela relevante, algo em torno de 22%, que enxerga a casa própria como prioridade número um. Ainda que, a opção pela compra seja feita um pouco mais tarde, a partir dos 30 anos.

A transformação faz parte da nossa vida, hoje mais do que nunca tudo se transforma rapidamente. Se as pessoas e as empresas não acompanharem a velocidade dessas mudanças ficarão para trás. A transformação digital nos negócios é indispensável para crescer nessa nova economia. O setor imobiliário como todos os outros precisa se atualizar para se manter ativo e avançar na conquista de novos mercados.

Millennials conectados por aplicativos e redes sociais

O olhar do mercado imobiliário

É fundamental para o mercado imobiliário acompanhar o comportamento desse público, conhecer suas necessidades e o que busca na hora de adquirir ou alugar um imóvel. As formas de negociações também devem ser adaptadas de maneira a atender as expectativas dessa nova geração de clientes.

Os millennials priorizam a experiência, seja de atendimento, qualidade do serviço e do produto, são exigentes e atentos, além de ser considerada a geração mais influenciadora de todos os tempos. Criar uma relação de confiança e empatia pode fazer a diferença na hora de fechar um negócio.

Uso da tecnologia para comprar

De acordo com o Linkedin, a tecnologia digital apresentou um novo caminho, tanto para quem vende como para quem compra ou aluga um imóvel, cerca de 90% dos compradores usam o ambiente online no processo de aquisição de imóveis. O Smartphone passou a fazer parte da rotina do consumidor, 82% dos millennials afirmam possuir um aparelho, o que os tornam consumidores altamente influenciadores. Em contrapartida, as marcas passam a ter oportunidades constantes de se conectar com seus clientes.

Então quais os próximos passos do setor imobiliário

Se você de alguma forma se sentiu instigado porém confuso sobre os próximos passos para acompanhar esses novos cenários e necessidades dos consumidores, tenho alguma dicas para você:

1- A sua imobiliária precisa ter produtos adequados para o seu público — O Bloco desenvolveu ao longo dos últimos 3 anos pesquisas e monitoramento de operações imobiliárias, onde descobrimos que atuar de maneira nichada é a chave para atender os clientes com qualidade. Pois dessa forma podemos acompanhar as necessidades do cliente e entregar soluções personalizadas.

2- O mercado de Startups já se destaca na personalização de produtos financeiros — Aqui no artigo abordamos a força dos produtos financeiros para dar acesso a uma parcela significativa de brasileiros no mercado imobiliário. Nesse contexto, diversas Startups estão surgindo para atuar nas vendas ou locações, dessa forma, o mercado deve pressionar cada vez mais as imobiliárias e incorporadoras a possuírem produtos que atendam as necessidades dos novos consumidores.

3- Queremos te ouvir — Nós, do Bloco, estamos sempre produzindo conhecimento junto ao nosso ecossistema do mercado imobiliário. Qualquer dúvida, entre em contato conosco pelo email — contato@bloco.digital — ou pelo nosso instagram — @bloco.inovacao.

Deixe-nos saber se você quiser mais conteúdos a respeito do comportamento dos novos consumidores no mercado imobiliário. Espero que este artigo tenha lhe agregado algum valor.

Desejo-lhe muito sucesso,
Abraço!

Sobre o autor

Pedro Catini

Pedro Catini

Especialista em Inovação e Startups no Mercado Imobiliário. Sou co-fundador do Bloco, onde avaliamos mais de 700 Proptechs e implementamos 63 no mercado.
Pedro Catini

Pedro Catini

Especialista em Inovação e Startups no Mercado Imobiliário. Sou co-fundador do Bloco, onde avaliamos mais de 700 Proptechs e implementamos 63 no mercado.

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